Poesia: Beat Generation

By 13:53


Olá hoje eu venho com uma coisa um pouco diferente, eu vou escrever sobre poesia, sobre livro e a liberdade dos versos da poesia beat.

Para quem ainda não sabe o que foi a Beat Generation eu vou explicar brevemente. Ela foi um movimento literário iniciado com o escritor Jack Kerouac e o poeta Allen Ginsberg.

Os escritores dessa geração eram verdadeiros nômades que estavam cansados da vida extremamente imposta pelo governo pós-Segunda Guerra Mundial, onde todos estavam em busca somente de uma vida pacata de trabalho maquinário e riqueza, no consumo desenfreado gerado pelo American Way of Life (“modo de vida americano”, o tão citado “sonho americano” que parece uma perfeição escondida por uma vida vazia de aparências).


A palavra “beat” significa “batida”, mas no inglês também possuía a conotação de “cansado” e, quando colocado na frase “beat it”, significava “cai fora”. Entretanto, o senhor desse novo sentido foi Jack Kerouac, que acrescentou à palavra os significados de “upbeat” (otimista, movimentado) e “beatific” (beatífico, um sinônimo de algo feliz, lindo, iluminado pela vida insana) – mas a verdadeira significação para Kerouac era do “beat” de “na batida”, associado à batida da música, à batida do jazz que regava os uísques, as cervejas, as conversas infinitas e intelectuais de mentes que não param e pensam e pensam sem parar nas noites ensandecidas do escrever e do viver.


Eu amo os poemas e livros dos autores desta geração, assim como gosto da parte do romantismo, já no Brasil, a parte do "Mal do Século", abaixo eu vou deixar alguns trechos de poemas, livros e tudo mais desse estilo de escrita:

"Porque os únicos que me interessam são os loucos; os loucos por viver, loucos por falar, loucos por serem salvos, que desejam tudo ao mesmo tempo e nunca bocejam ou dizem coisas clichês, mas queimam, queimam, queimam como fogos de artifício pela noite.” On The Road, Jack Kerouac.


“Eu vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura, esfomeadas, histéricas, nuas, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados de olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que despiram seus cérebros ao Céu sob El e viram os anjos de Maomé cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de Blake entre os estudiosos de guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos & publicarem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestos de papel, escutando o Terror através da parede, que foram apanhados pelas suas púbicas barbas no regresso por Laredo com um cinto de marijuana para Nova Iorque, que comeram fogo em hotéis pintados ou beberam terebintina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus troncos noite após noite com sonhos, com drogas, com pesadelos vividos, álcool e caralho e colhões sem fim,” Howl, Allen Ginsgerg.
“Algum dia a humanidade compreenderá que, na verdade, estamos em contato com os mortos e com o outro mundo, seja ele qual for; nesse exato instante, se apenas exercitássemos nossa força mental o suficiente, poderíamos prever o que vai acontecer nos próximos cem anos e seríamos capazes de agir para evitar todas as espécies de catástrofes. Quando um homem morre, seu cérebro passa por uma mutação sobre a qual não sabemos nada agora, mas que será bastante clara algum dia, se os cientistas se ligarem nisso. Só que por enquanto esses filhos da puta estão interessados unicamente em ver se conseguem explodir o planeta.” On The Road, Jack Kerouac.

E então gostaram? Comente o que achou!!!
Fonte: LDRA

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